Realizado em Puerto Iguazu, o ‘Aberto da Argentina de Luta Olímpica’ teve a participação de 110 atletas da Argentina, Bolívia, Chile, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Além da medalha de ouro na categoria júnior (até 18 anos), Marcela também obteve a prata na categoria sênior até 63 kg, que não tem limite de idade.
‘Não imaginava conquistar esses resultados’, afirma Marcela, que até então nunca havia participado de uma competição esportiva fora do país. ‘Foi uma experiência totalmente nova para mim.’
Aluna do segundo ano do ensino médio do Colégio Estadual Professora Maria Aguiar Teixeira, localizado no bairro Cajuru, em Curitiba, Marcela Tereza está entre os mais de 180 estudantes atualmente atendidos pelo Projeto Gralha Azul.
A atleta treina luta olímpica na Universidade Federal do Paraná há pouco mais de três anos. São três dias de treinamento por semana. ‘Comecei a treinar quando estava na oitava série e o projeto da universidade foi divulgado na minha escola’, revela.
Os brasileiros conquistaram na Argentina um total de 22 medalhas —sete delas de ouro. Um dos destaques da competição foi o lutador carioca Francisco Roberto Silva, que conquistou quatro medalhas de ouro.
Outro atleta de Curitiba, Diogo Luan Moscon, 16, que treina no Sesi e na UFPR, obteve quatro medalhas de prata.
‘Levamos para a Argentina atletas mais jovens para que eles comecem a ganhar experiência internacional’, informa o técnico Sérgio Oliveira, que atua como voluntário do Projeto Gralha Azul e acompanhou a delegação brasileira em Puerto Iguazu. ‘A luta olímpica vem crescendo no Brasil, mas o número de competições no país ainda é baixo.’
Sobre o Projeto Gralha Azul
‘Todos os alunos que atendemos no projeto são da rede pública, estudam em escolas próximas ao Centro Politécnico e são trazidas até a universidade no contra-turno escolar’, informa o professor Sérgio Santos, coordenador do Projeto Gralha Azul e chefe do Departamento de Educação Física da UFPR.
O projeto, que existe desde 2003, é executado em parceria com o Instituto Ayrton Senna. Entre as modalidades ofertadas estão a luta, atletismo, basquete, natação, futebol e vôlei. ‘Nossa iniciativa está dando certo. Se houver um pouco mais de atenção da própria universidade, temos potencial para avançar bastante.’
O público-alvo é formado por crianças e adolescente de 10 a 17 anos, em situação de risco social.
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Fonte: Fernando César Oliveira
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