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REUNI e o Setor de Ciências da Terra

19 maio, 2008
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“O curso de Geologia não aderiu, não por ser contrário ao programa, mas por falta de tempo hábil para elaborar as propostas”, explica a diretora do Setor Chisato Oka Fiori.

“Para cumprir as metas do REUNI, vamos ampliar – no CEM – o número de vagas nos cursos já existentes, como o de Oceanografia e o de Geografia; além de criarmos um programa de doutorado. Mas o grande diferencial será a criação de um novo curso superior: o de Tecnologia de Aqüicultura de Água Salgada. A idéia é promovermos o desenvolvimento econômico não apenas no Paraná, mas em todo o País com a exploração sustentável de frutos do mar, muitos dos quais hoje em extinção. Será o primeiro curso do Brasil na área e é para onde vamos canalizar alguns dos recursos do REUNI com a construção dos tanques laboratórios”, explica Chisato.

Em Curitiba, o objetivo é aumentar a oferta de vagas no vestibular e, ao mesmo tempo, melhorar a taxa de alunos que concluem os cursos, diminuindo os índices de evasão. “Já estamos conseguindo isto com o PROVAR, mas queremos melhorar ainda mais estes números. Estamos hoje com 84% e queremos, em cinco anos, chegar aos 90% previstos pelo REUNI”, diz a diretora do Setor. “Ainda em Curitiba, queremos reestruturar nossos laboratórios, mas os recursos que chegaram até agora atendem apenas a criação no curso de Aqüicultura.”

Cursos Noturnos – O investimento em cursos noturnos não deverá ser uma das metas do REUNI para o Setor de Ciências da Terra, tendo em vista a natureza das aulas, essencialmente experimentais. “Nossos alunos precisam de aulas de campo em todos os cursos”, diz Chisato. “O curso de Geografia é um exemplo. Nós já temos turmas noturnas que, para suprirem essa questão, saem nos finais de semana para as aulas em campo. Assim, não há como criar cursos noturnos em áreas como Geologia, Oceanografia que necessitam da luz do dia.”

Reestruturação – Na meta de reestruturação, estão previstas melhorias como a ampliação em laboratórios; aquisição de novos equipamentos – informática e instrumentos geodésicos; bem como a construção de novos gabinetes para os professores, ainda mais necessária com o aumento da oferta de vagas, que exige a contratação de novos profissionais.

Pós-Graduação – Com exceção do CEM, todos os demais departamentos já possuem programas de mestrado e doutorado. O CEM, que possui apenas um mestrado, com o REUNI, deverá oferecer também o doutorado. “A melhoria na qualidade de ensino virá com a maior interação entre graduação e pós-graduação”, comenta Chisato. “Isto através da atualização dos currículos e da melhora nos laboratórios. Devemos aumentar a oferta de disciplinas optativas, criar uma orientação pedagógica e melhorar também a viabilização das aulas de campo, um dos grandes diferenciais do nosso setor, que aprende com a observação ‘in loco’”, finaliza.

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Campus Centro Politécnico
Foto: Arquivo

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Fonte: Vivian de Albuquerque

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