Com a finalidade de oferecer novas opções de alimentação às pessoas que não podem consumir glúten, por apresentar doença celíaca, uma pesquisa de doutorado em produção vegetal da UFPR estuda a viabilidade de fabricar doces e salgados a partir da gabiroba, uma planta da mata atlântica brasileira, que produz frutos ricos em vitamina C . O estudo permitiu o desenvolvimento de uma farinha integral sem glúten e com propriedades antioxidantes. A partir do dia 26 de setembro, produtos à base desta farinha, como biscoitos doces e salgados, serão testados pelo público celíaco. A doutoranda Mayara Schroder receberá os interessados no Setor de Ciências Agrárias da UFPR, para que provem os produtos e emitam parecer quanto ao sabor e textura. Outra questão a ser avaliada pela pesquisadora é se eles comprariam os biscoitos.
Os testes para verificar a aceitação fazem parte da etapa final da pesquisa e foram aprovados pelo Comitê de Ética da UFPR. O estudo conta com apoio também da Embrapa Florestas. Segundo a pesquisadora, a intenção é que pelo menos 150 pessoas participem da degustação dos produtos. Para que todos possam ser atendidos, a doutoranda pede que os interessados entrem em contato pelo telefone (41) 9710-2005 ou pelo e-mail: mayaraschroder@gmail.com.

biscoitos de farinha de gabiroba que serão degustados por pessoas que sofrem de doença celíaca. Foto: Mayara Schroder
EFEITOS DO GLÚTEN – Ainda de acordo com a doutoranda, que tem graduação em Agronomia e mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos, a doença celíaca é uma desordem sistêmica autoimune, desencadeada pela ingestão de glúten. É caracterizada pela inflamação crônica da mucosa do intestino delgado que pode resultar na atrofia das vilosidades intestinais, com consequente má absorção intestinal e suas manifestações clínicas.
O glúten é uma proteína que está presente em alimentos como o trigo, aveia, centeio, cevada e malte. A doença celíaca ocorre em pessoas com tendência genética à doença. Geralmente aparece na infância, nas crianças com idade entre 1 e 3 anos, mas pode surgir em qualquer idade, inclusive nas pessoas adultas. A pesquisadora afirma ainda que há poucos produtos no mercado voltados para os celíacos e os que são encontrados geralmente não são saborosos, além de terem custo alto.
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