De Python à aula de japonês, comunidade pôde aprender diferentes assuntos ao longo do evento
Texto produzido sob supervisão
O 24° Encontro de Atividades Formativas (EAF) integrou a programação da Semana Integrada de Ensino Pesquisa e Extensão (Siepe). Em seu decorrer, foram ministradas diversas oficinas, fundamentais para o compartilhamento de conhecimentos entre alunos e a comunidade externa. Apresentações de projetos e trabalhos realizadas por alunos de graduação que participam de monitorias, programas de educação tutorial (PETs) e monitoria voluntária, entre outros programas institucionais, aconteceram dentro do EAF.
Durante a programação da 17ª Siepe, o laboratório de informática do Setor de Exatas recebeu alunos do curso de Ciência da Computação e do PET Computação para ministrar uma oficina de Python. Trata-se de uma ferramenta utilizada para programação de sistemas. A oficina teve como finalidade ensinar a alunos de cursos que englobam áreas de tecnologia e interessados a explorar funções básicas e a utilizar essa ferramenta de modo facilitado.
Um dos apresentadores que ajudou na coordenação da oficina, Cesar Augusto Vendramin, do 4° período de Ciência da Computação, relatou que mesmo planejando a oficina para pessoas de diferentes cursos, ainda se surpreendeu com a diversidade dos participantes. “Ficamos felizes que vieram pessoas do outro bloco, principalmente de exatas, além de muitas pessoas de outros cursos. Um pessoal de expressão da Gráfica também participou. Os cursos estão bem diversos.”
A ferramenta Python pode ser utilizada de diferentes formas: machine learning, data Science, desenvolvimento web, desenvolvimento de aplicativos e automação de scripts, entre outros formatos. No caso do aluno de Engenharia Civil, Dylan Biscaia, a oficina foi muito útil para relembrar a matéria do primeiro período do seu curso.
“Eu estava vendo a lista de oficinas, aí me interessou. No primeiro período de Engenharia Civil, tem uma matéria de Python, então eu vim aqui para tentar dar uma relembrada, tinha muito conteúdo que eu tinha esquecido. E acho que ajudou, era o que eu esperava, né? Eu gostei”, disse.


Da esquerda para a direita: Cesar Augusto Vendramin, estudante de Ciência da Computação e apresentador da oficina de Python; apresentadores da oficina “Zenbazuru – Os mil Tsurus”. Fotos: Jhenniffer Moura / Sucom-UFPR.
A oficina de Python não foi o único destaque. O workshop de ensino do idioma japonês, “Zenbazuru – Os mil Tsurus”, realizada por discentes do curso de Letras-Japonês, também gerou grande interesse dos estudantes de licenciatura. Realizada em conjunto com o programa Licenciar, voltado ao incentivo e à melhora de ensino em cursos de licenciatura, foram promovidas diversas atividades comunicativas para exercitar a instrução da língua.
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Nela, os participantes desenvolveram o reconhecimento do sistema de escrita japonesa, as suas apresentações pessoais utilizando o idioma, e exercitaram o planejamento de aula. Segundo os organizadores, o objetivo dessa oficina foi trazer uma perspectiva mais aprofundada sobre como ministrar uma aula abordando a gramática e a comunicação, sem dispersar a atenção do aluno em sala de aula. A oficina seguiu com base nas experiências obtidas pelos instrutores a partir de aulas ministradas para alunos do 6° ao 9° ano do ensino fundamental e fundamentação teórica.
E não foram apenas alunos de letras que participaram da oficina. Hariel Albuquerque, estudante de Licenciatura em Matemática da PUC-PR, contou como o encontro vai fazer diferença no planejamento de suas aulas de matemática:
“(O encontro) me ajudou a pensar de forma ampla no conteúdo que eu vou explicar. O objetivo é inserir da forma explicada na oficina: primeiro apresentar o conceito e, quando o aluno o entender, buscar ampliar o conhecimento dele. Entendi que é importante deixar o aluno mais fluído para ele mostrar o conhecimento (aprendido por ele) e depois ensinar o método correto”, disse.
Para os alunos que atuaram como apresentadores e ouvintes, ficou claro que a Siepe traz, além de estudo e informação, descontração e pluralidade. “Eu acho que é legal descontrair às vezes. Às vezes você está estudando muito, e ter uma semana assim para ver várias coisas novas e sair um pouco da rotina faz bem”, disse Dylan Biscaia, discente de Engenharia Civil.
Em outras palavras, a semana foi palco de conexões que vão além da sala de aula, conforme destaca o ministrante de oficina Cesar Augusto Vendramin, do curso de Ciência da Computação. “Eu espero que o pessoal, mais do que aprender, entenda a pluralidade que a gente tem na UFPR. São diversos cursos apresentando diversas matérias. Mostrar para o pessoal que a universidade não é só você vir ter uma aula e voltar para sua casa e estudar para uma prova. A gente tem esse espaço além de extensão, de aprimoramento do conhecimento e contato humano aqui na faculdade. Eu acho que é o principal.”
O 24° Encontro de Atividades Formativas foi encerrado com um total de 517 trabalhos apresentados, além de 215 oficinas. O evento aconteceu entre os dias 19 a 23 de outubro, como parte da programação da 17ª Siepe.
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