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FEDERAL DO PARANÁ

XXIII Vestibular Indígena recebe 628 inscrições para ingressos no ano letivo de 2024

O vestibular começou neste domingo (24) e se encerra, às 17h, da tarde desta segunda-feira (25) no Campus Rebouças da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e em outras sedes pelo estado como Mangueirinha; Manuel Ribas; Ortigueira, Santa Helena, Nova Laranjeiras, Tamarana e Cornélio. A aplicação da prova no polo de Curitiba foi coordenada pela UFPR  e pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Nesta edição, o  concurso está sendo realizado pela equipe da Coordenadoria de Processos Seletivos (COPS) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). 

Ao todo, o vestibular recebeu 628 inscrições dos moradores do Paraná e de outros estados para concorrer às 52 vagas totais nos cursos de graduação das seguintes universidades: UEL, Universidade Estadual de Maringá (UEM),Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Serão ofertadas seis vagas para cada uma delas e para os cursos de graduação da UFPR, serão ofertadas 10 vagas, suplementares em seus processos seletivos regulares, exclusivamente para pessoas indígenas integrantes das sociedades indígenas do Brasil.

Informações referentes às vagas suplementares da UFPR podem ser encontradas aqui

No primeiro dia do Vestibular, os candidatos foram avaliados quanto à sua proficiência na Língua Portuguesa, por meio de uma prova oral. Já o segundo dia está sendo voltado para a aplicação da prova de conhecimentos gerais (Biologia, Física, Geografia, História, Matemática e Química), Linguagens (língua Kaingang, Guarani, Inglês e Espanhol) e redação.

“A gente faz um acompanhamento dos estudantes indígenas aprovados desde a escolha do curso para as 10 primeiras vagas para uma recepção e fazemos uma programação de orientação acadêmica com as coordenações dos cursos que eles indicaram e a escolha se dá nesse processo”, disse Paulo Vinicius Baptista da Silva,superintendente da Sipad. 

Os aprovados também são acompanhados pelo Núcleo Universitário de Educação Indígena (NUEI) ao longo de todo o percurso. 

Gislaine Vieira, aluna de Nutrição da UFPR e representante do  Coletivo dos Estudantes Indígenas (CEInd) da UFPR pontua sobre a importância do vestibular.  “A importância do vestibular indígena está na possibilidade de permitir que nós indígenas estejamos presentes nos nossos espaços de direito que ainda são de difícil acesso, não só na entrada, como na permanência”

Camila Mīg Sá dos Santos da Silva, pertencente ao povo Kaingang, discente de Antropologia da UFPR e membro representante da Comissão Universidade para os Índios (CUIA) também expressa  como se sente com o vestibular destinado ao povo indígena. “É uma política afirmativa que ainda tem que ser muito melhorada, mas já é um diálogo que se abre entre os povos, as aldeias e nesse âmbito da universidade que é um lugar novo para esses candidatos, mas que faz parte da luta dos indígenas para ocuparmos esses espaços”.

Foto de destaque: UEL/O Perobal

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