“Tanto a pesquisa, que gosto muito, quanto o magistério são a minha vida”, diz Igor Chmyz, um professor cuja dedicação é tal ao ensino e à pesquisa que faz com que passe mais tempo na universidade do que na sua própria casa. Tanto é assim que transferiu a maior parte de sua biblioteca para o CEPA, onde pode consultar seus livros tanto quanto disponibilizá-los para consulta de seus alunos.
Chmyz iniciou como instrutor no ano de 1963, auxiliando seu grande mestre na época, o professor Loureiro Fernandes. A partir de 1964 assumiu como docente de Arqueologia e mesmo hoje, 42 anos depois, continua dando aulas tanto para a graduação quanto para a pós-graduação.”Ver os alunos se envolvendo, a classe me dá tanto prazer quanto a pesquisa”, afirma, ao dizer que esse sentimento de prazer que tem pelo ensino é o mesmo desde o início da carreira.
Com 69 anos de idade, Igor Chmyz está a apenas um ano da aposentadoria compulsória, em que o docente é obrigado a se aposentar com 70 anos completos. Ele lamenta essa determinação legal e diz que poderia continuar contribuindo com seu trabalho para a instituição. “Há no Congresso um projeto que estende para 75 anos a aposentadoria compulsória”, informa, esperançoso de que a lei mude a tempo. O pesquisador comenta que não sente nenhum impedimento, sequer de ordem física, pois nunca deixou de fazer inclusive o trabalho de campo, considerado “duro”, chegando a usar as próprias férias para tal.
Ele dirige o Centro de Pesquisas Arqueológicas de importância reconhecida pelos milhares de peças representativas de várias épocas da civilização paranaense. O material mais antigo data de 10 mil anos e foi coletado em Ivaiporã, área de uma linha de transmissão de energia elétrica. Sua dedicação ao Centro é tal que perseguiu um sonho durante 20 anos, para dar uma sede apropriada para o acervo do museu e outras salas do CEPA. Hoje, graças ao seu empenho, a unidade conta com todo o último andar do Edifício D. Pedro II para pesquisas e estudos de Arqueologia.
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Fonte: Leticia Hoshiguti
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