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UFPR recebe 82 novas bolsas de produtividade do CNPq e quer ampliar número de pesquisadores contemplados

A UFPR foi contemplada com 82 bolsas do CNPq nas categorias 1A, 1B, 1C, 1D e 2, que representam produções de grande qualidade. Foto: Samira Chami Neves

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) acaba de divulgar a relação de pesquisadores selecionados para receber bolsa produtividade em pesquisa (PQ), um incentivo criado para auxiliar no desenvolvimento dos estudos e, ao mesmo tempo, manter os cientistas nas instituições de pesquisa, como as universidades públicas. A UFPR foi contemplada com 82 bolsas nas categorias 1A, 1B, 1C, 1D e 2, que representam produções de  grande qualidade.

Essas bolsas colocam os pesquisadores num patamar de destaque na comunidade científica. O número de bolsas produtividade na UFPR passou de 285 em 2015 para 317 no ano passado – das quais 13 na categoria 1A (eram 42 em 2015). O 1A é o nível mais alto: representa grau de excelência na área de atuação e exige que o pesquisador tenha reconhecimento internacional. Esses números devem mudar nos próximos meses, quando começa a vigência das bolsas aprovadas agora, das quais 65 são de nível 2, a categoria iniciante, e cinco de nível A.

“É muito difícil conseguir uma bolsa produtividade porque os avaliadores do CNPq são extremamente rigorosos”, destaca o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Francisco de Assis Mendonça, que é  um dos 13 pesquisadores da UFPR de nível 1A. Ele lembra que a disputa é concorrida e que muitos pesquisadores com estudos relevantes e bem conceituados acabam ficando de fora.

Mesmo diante dessas ressalvas, Mendonça admite que é preciso melhorar a posição da UFPR no ranking de bolsas produtividade. O número de pesquisadores da instituição contemplados pelo CNPq ainda é pequeno se comparado com o de outras universidades do Sul/Sudeste.

Os critérios para a seleção levam em conta a produtividade de cada pesquisador, como publicações anuais de artigos, capítulos de livros, livros, apresentação de trabalhos em congressos nacionais e internacionais, a relevância dos estudos e ainda exige que o cientista esteja vinculado a um programa de mestrado ou doutorado.

Valorizar a Pós-Graduação

De acordo com Francisco Mendonça, para mudar esse cenário é urgente a criação de políticas institucionais que alavanquem a pesquisa e os cursos de pós-graduação, apoiando os pesquisadores institucionalmente, de maneira que a obtenção de bolsas não dependa apenas do esforço e do mérito pessoal de cada um dos cientistas, como em geral ocorre hoje.

Entre as metas da administração que assumiu a UFPR em dezembro de 2016 estão o fortalecimento e a internacionalização da pesquisa. “Queremos que os cursos de pós-graduação se tornem tão importantes quanto os de graduação” afirma Francisco Mendonça. A UFPR conta com 80 programas de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

A internacionalização, afirma o pró-reitor, é fundamental para o alcance do objetivo. “Não conseguiremos chegar a níveis muito bons se não ampliarmos as parcerias internacionais”, afirma. Para tratar destas questões já foi criada a Agência de Internacionalização, que terá a missão de desenvolver uma aproximação com pesquisadores e centros de pesquisa de outros países. A pesquisa conjunta existe já em várias áreas, mas é necessário impulsionar esse relacionamento.

Francisco Mendonça lembra que em diversos postos importantes da UFPR estão pesquisadores do CNPq sensíveis à necessidade de ampliar a participação junto ao CNPq. Além do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação credenciado como nível 1A, o reitor Ricardo Marcelo Fonseca é pesquisador 1C e a vice reitora, Graciela Bolzon, pesquisadora 1B.

Retorno depois do pós-doutorado

Ex-reitor José Henrique de Faria, do Setor de Ciências Sociais Aplicadas, um dos contemplados com a bolsa produtividade na UFPR. Foto: Marcos Solivan

O ex-reitor José Henrique de Faria, do Setor de Ciências Sociais Aplicadas, é um dos contemplados com a bolsa produtividade na UFPR. Embora esteja na categoria iniciante, que é o nível 2, o professor tem uma trajetória de quatro décadas como pesquisador do CNPq. Ele chegou a integrar o nível A2, mas por descuido  pediu o cancelamento, e não a suspensão, da bolsa quando foi fazer o pós-doutorado nos Estados Unidos. Por isso agora retoma o percurso como iniciante – o que não é motivo de desânimo.

Faria conta que está feliz em ser reconhecido novamente como pesquisador do CNPq e animado com a possibilidade de participar de bancas de avaliação de programas e projetos, assim como emitir pareceres sobre pesquisas e também projetos de Iniciação Científica. “Não importa se o pesquisador está no nível 1A ou 1B. O que importa é ser pesquisador do CNPq”, avalia. Ele foi reinserido na área de planejamento urbano regional com um projeto de pesquisa sobre políticas públicas urbanas que analisa de que maneira a riqueza é distribuída nas cidades. Uma doutoranda e uma pós-doutoranda participam do projeto.

Formar novos pesquisadores

Integrante do Grupo de Pesquisa de Química de Carboidratos, do Setor de Ciências Biológicas, Marcello Iacomini está no seleto grupo de pesquisadores 1A que tiveram a bolsa produtividade renovada pelo CNPq por mais cinco anos. A pesquisa recente trata dos “basidiomicetos”, os cogumelos – neste  caso os comestíveis – e é voltada para a caracterização e identificação desses cogumelos que têm ação antioxidante. Vem sendo desenvolvida em parceria com o Departamento de Farmacologia da UFPR e Departamento de Fisiologia da UFSC.

Para Iacomini, que tem 259 artigos publicados, oito capítulos de livros, um livro e pesquisas citadas 1.507 vezes em monografias, dissertações e teses, a bolsa é fundamental porque representa “a consideração no campo científico”. Diz que integrar o grupo de pesquisadores do CNPq é construir uma carreira paralela à da universidade e que não imagina uma carreira científica sem esse credenciamento.

Iacomini é docente da UFPR desde 1976, quando foi aprovado como professor assistente e, assim como o pró-reitor de Pesquisa Francisco Mendonça, tem como meta formar novos pesquisadores no CNPq. Conta que já saíram do seu laboratório, o de Química dos Carboidratos, quatro pesquisadores de nível 2 e um que já está na categoria 1C. “Agora são eles que estão crescendo e eu faço de tudo para que cheguem ao topo” destaca.

Aposentado desde 2004, Marcelo Iacomini é professor sênior do programa de pós-graduação em Bioquímica com nove orientandos neste começo de 2017, sendo três de mestrado, três de doutorado e igual número no pós-doutorado. Além de integrar o CNPq, é pesquisador da Capes e mantém colaborações internacionais com laboratórios austríacos, da Itália e, no Brasil, com a Embrapa do Rio de Janeiro. Uma das conquistas recentes que está comemorando é a contratação de uma pós-doutoranda que será orientada por ele para trabalhar e desenvolver pesquisas na Suécia.

Outros tipos de bolsas do CNPq

Além das bolsas produtividade em pesquisa, o CNPq mantem outras 12 modalidades de auxílio que também contemplam a pesquisa. São: Apoio Técnico à Pesquisa, Apoio Técnico em Extensão, Desenvolvimento Tecnológico e Industrial, Doutorado, Iniciação Científica, Iniciação Científica Júnior, Iniciação Tecnológica, Mestrado, Produtividade, Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora, Pós-Doutorado Júnior e Pós-Doutorado Sênior.

Pelo levantamento do CNPq a UFPR teve 1.132 bolsas liberadas em 2016, 24% menos do que em 2014, quando havia 1.391 bolsas. Em 2015 foram liberadas 1.066 bolsas e ainda não ocorreu a distribuição para 2017.

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