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UFPR fecha parceria com Portos do Paraná para monitorar sedimentos que descem a Serra do Mar com a chuva

12 fevereiro, 2022
18:51
Por
UFPR

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) firmou parceria com a empresa pública Portos do Paraná para monitorar, em oito pontos, sedimentos que descem da Serra do Mar com a chuva e assoreiam as baías de Antonina e Paranaguá. A iniciativa inédita deve começar em março e tem objetivo de fornecer dados para projetos futuros de redução de danos.

Os pesquisadores farão análise da quantidade e do tipo do material que chega ao mar. Com isso, a expectativa é reduzir a necessidade da dragagem de manutenção nos portos paranaenses, preservar o meio ambiente e gerar novas fontes de renda para os proprietários de terras em áreas degradadas.

Segundo o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, o projeto representa ganhos para todos os envolvidos.  “A universidade tem expertise, ciência, um compromisso com a inovação e o desenvolvimento sustentável. Com isso, é capaz de contribuir com aquilo que a Portos precisa para implementar um serviço cada vez melhor. Ao mesmo tempo, isso reverte para a universidade na pesquisa, no ensino e na extensão”, destaca.

Assinatura da parceria ocorreu na última sexta-feira (11). Foto: Marcos Solivan

“A intenção é que os professores e pesquisadores nos ajudem a construir um material acadêmico para encontrar soluções para recuperação destas áreas, com ganhos no aspecto ambiental e reflexo na operação portuária”, aponta o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Ribeiro Santana, conta que o projeto é inédito. “Foi feito um levantamento e esse trabalho de monitoramento que será feito em áreas de sistemas agroflorestais é pioneiro no setor portuário em todo o mundo. O que existe hoje é a recuperação de área degrada com sistemas agroflorestais, mas nunca executado por um porto”, conta.

“Outra inovação é o monitoramento do sedimento que as águas das chuvas carregam para dentro da baía, ou seja, quanto a gente vai evitar de terra e outros materiais sendo carreados até o mar e que danificam o terreno por onde passam”, justifica.

Os ganhos no aspecto ambiental gerarão reflexo na operação portuária. Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O estudo faz parte do Programa de Recuperação de Áreas Degradadas. “Nós instalaremos oito parcelas de monitoramento em diferentes estágios de agroflorestas e faremos alguns controles com solo exposto e floresta em estágio avançado. A ideia é, ao longo de 28 meses, medir quanto de sedimento sai dessas encostas e estimar a quantidade de toneladas que chegam ao estuário em Paranaguá, por ano”, explica o professor Eduardo Vedor de Paula, coordenador geral do projeto.

Com informações de Agência Estadual de Notícias do Paraná

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