“Estamos fazendo de tudo para que a retirada seja feita de forma ordeira” disse o reitor para a comissão de quatro alunos que participaram de mais uma reunião de negociação na manhã desta segunda-feira. O grupo de 30 alunos está acampado desde a tarde de quarta-feira e é um grupo contrário ao REUNI- Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais , que prevê a ampliação de mais vagas e mais recursos para as instituições de ensino superior públicas nos próximos cinco anos.
Depois de mais de uma hora de negociação não houve acordo. Os estudantes querem que o reitor determine por meio de portaria a realização de um plebiscito para a decisão sobre o REUNI. Uma medida que não pode ser tomada, porque, por lei a decisão de todos os atos da UFPR devem ser dos integrantes do Conselho Universitário. A Reitoria já anunciou em carta aberta a colocação do plebiscito como um dos assuntos principais da próxima reunião do COUN, que seria na terça-feira e agora foi transferida para quarta-feira, às 8h30min. A pedido dos estudantes, a reunião será aberta e não terá caráter de decisão. Os conselheiros irão analisar as vantagens e desvantagens do projeto de expansão do Governo Federal.
PREJUÍZO.
A maior preocupação da Reitoria agora é com o prejuízo que a ocupação dos estudantes pode causar. Uma série de compromissos financeiros devem ser cumpridos até sexta-feira e só poderão ser feitos se o prédio for liberado. A Pró-Reitoria de Planejamento é um dos setores mais atingidos. Se a Reitoria não for liberada, nem o pagamento do salário dos professores e funcionários poderá ser processado.
Além disso, 1.669 bolsas de graduação deixarão de ser pagas, assim como mais de 500 bolsas de mestrado. O processo de contratação de 180 novos professores não será consolidado e a UFPR pode perder a oportunidade de contar com mais professores. Os mais de 1000 funcionários das empresas terceirizadas que prestam serviços para a UFPR, incluindo os hospitais, também vão ficar sem seus salários. Para os estudantes, o prejuízo será nos Restaurantes Universitários. Como não pode ser feito empenho para a aquisião de novos alimentos, vai começar a faltar refeição.
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Fonte: ACS
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