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Projeto de aluno e docente transforma garrafas pet em fios para impressora 3D em  parceria com a UFPR

Os fios de garrafas pet podem ser utilizados para inúmeras possibilidades como por exemplo, ser usado como fio para máquinas de cortar grama, corda de varal ou como matéria-prima para artesanato. 

Você sabia que uma garrafa pet leva até 600 anos para se decompor no meio ambiente? Mas é um material 100% reciclável. No Brasil, de acordo com a  Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET), mais de 50% das garrafas descartadas são recicladas sem perder as suas propriedades. Essa é somente uma das características que a garrafa pet possui. 

Buscando diminuir o descarte das garrafas pet em sua escola, João Pedro Arruda, do 1º ano do ensino médio do Colégio Estadual Cívico Militar em Jandaia do Sul,  desenvolveu o projeto “Pet Recycler do NanoMakers” que transforma garrafas pet em fio de impressora 3D. “Vendo a quantidade de garrafas pet sendo recicladas eu me perguntei se não era possível reciclar de uma maneira mais direta, de uso diretamente do colégio”, comenta. 

João Pedro Arruda ao lado da máquina que construiu para filamento 3D. Foto: Arquivo pessoal

Mas para Arruda ainda tinha uma outra questão, resolver os problemas dos alunos do curso de robótica. “Percebi que os alunos de robótica estavam com problemas para conseguir peças de decoração para a maquete ou para conseguir certas outras peças de eletrônica mesmo. Então achei que com isso pelo menos o primeiro problema seria resolvido”, diz. 

A ideia do projeto surgiu há mais ou menos 6 meses atrás. Mas essa possibilidade só foi possível mediante parceria com o campus da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Campus avançado em Jandaia do Sul. O diretor do campus em Jandaia do Sul, José Eduardo Padilha de Sousa, disse que essa parceria surgiu a partir do encontro entre ele e o professor do Colégio Estadual Cívico Militar, Sinderlei Aparecido Pimenta, durante o evento: UFPR de portas abertas. “Teve um professor do ensino médio, o professor Sinderlei, que  visitou o campus e viu o laboratório que eu coordeno que é o Laboratório Maker.  É onde a gente tem impressoras 3D, máquinas de corte a laser, toda aquela parte de marcenaria, eletrônica, a gente apresentou para ele três impressoras que construímos, ele gostou da ideia e apresentou isso pra turma que ele dá aula no Ensino Médio”. 

“Nós estamos construindo uma impressora 3D com os alunos e essa parte da transformação da garrafa pet em filamento é para desenvolvermos outras ideias”, disse Sinderlei, responsável pela disciplina de empreendedorismo no Colégio Militar. 

Processo de filamento da garrafa pet. Foto: Arquivo pessoal

Padilha ainda explica como esse procedimento pode ser feito: “A gente vê na internet que é possível converter a garrafa pet em filamento de impressora moendo a garrafa e transformando em filamento ou você simplesmente pegando a garrafa mesmo e transformando ela direto em filamento”. 

O professor Sinderlei comenta que tem sido muito produtivo trabalhar neste projeto. “Existe uma forte troca de experiência e conhecimento engajados num mesmo objetivo. Além disso, levamos para a sala de aula este exemplo de produção, buscando despertar nos nossos alunos o interesse pela pesquisa, criação de novos negócios e conscientização de que dentro da escola/universidade podemos contribuir fortemente para a melhoria da sociedade”. Sinderlei ainda pontua que a  UFPR tem contribuído com todo suporte, desde materiais, equipamentos  e estrutura física. “Sem este suporte não teríamos como chegar ao patamar que este projeto já se encontra”, diz.    

O funcionamento da máquina

A máquina é um equipamento que recebe o material plástico em formato de filete, que passa por uma parte quente que irá aquecer até uma temperatura em que o plástico fique mole e passe por um outro sistema virando um filamento de impressora 3D. O modelo também traz benefícios tanto para o meio ambiente quanto para a economia. 

Máquina sendo montada pelo aluno, João Pedro Arruda. Foto: Arquivo pessoal.

Ponto de arrecadações

A arrecadação é feita no próprio Colégio Estadual Cívico Militar, mas a  ideia  é criar um ecoponto dentro do colégio para arrecadar essas garrafas pet. Já no campus UFPR Jandaia do Sul, existe um programa que se chama PAS (Práticas Ambientais Sustentáveis), que tem dois containers de garrafa pet. O mesmo tem outra finalidade, mas no momento está destinando algumas garrafas pet para este projeto. 

Próximos passos 

Agora, o próximo passo é que o projeto se replique dentro da escola. “Nós temos uma máquina que foi o nosso MVP (Produto minimamente viável). Ele funciona, ele está bem estruturado. E a nossa ideia agora é que isso aí vire um projeto para a gente levar para a escola, para eles criarem mais máquinas e que não fique somente nessa escola, mas que seja implementado em outras escolas”, afirma Padilha. 

Pimenta enfatiza sobre as expectativas do projeto e que seu principal objetivo é o aproveitamento de materiais que são descartados de forma incorreta e acabam prejudicando o meio ambiente “Agregado à conscientização de nossos alunos que devemos aproveitar não só as garrafas pet, mas também outros materiais trazendo muitos benefícios, principalmente climáticos”, finaliza. 

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