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Pesquisadores da UFPR propõem alterações no atendimento hospitalar durante a pandemia

Um grupo de pesquisadores do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desenvolve um projeto que avalia a abordagem a pacientes vítimas de traumas no Hospital do Trabalhador (HT), durante a pandemia do novo coronavírus.

O projeto “O efeito Covid-19 na abordagem do paciente traumatizado” tem a participação dos professores Fabio Henrique de Carvalho e Silvania Klug Pimentel; dos residentes de cirurgia geral Matheus Schimidt Evangelista e Rebeca Trevisan Iurkiewiecz; e dos alunos de medicina Gabriel Mondim e Leonardo Kruger.

Silvania explica que os profissionais de saúde são preparados para atender múltiplas vítimas de traumas. Porém, a pandemia mudou a dinâmica de acolhimento no HT, que é referência em trauma e em atendimento à Covid-19. “Nunca fomos treinados para atender vitimas que podem contaminar profissionais de saúde ou serem contaminados por uma doença que pode ser grave e para a qual ainda não há tratamento”, constata a docente. Outros fatores que determinaram as alterações propostas são a sobrecarga do sistema de saúde e o uso mais racional dos recursos públicos.

 

O médico residente Matheus Schmidt e a professora Silvania Pimentel no Hospital do Trabalhador. Foto: arquivo pessoal

 

Novo protocolo

A professora relata que os traumatizados muitas vezes chegam inconscientes. Assim, não conseguem reportar se possuem doenças ou sintomas compatíveis com Covid-19. Para atender adequadamente a essas vítimas, a equipe propôs mudanças no protocolo para proteger a equipe médica. Uma delas é a realização de tomografias de tórax, que permitem visualizar alterações pulmonares indicativas de infecção. Para os que já foram diagnosticados com o coronavírus, existe uma ala isolada dos demais pacientes.

Devido ao isolamento social, a equipe observou uma redução significativa no número de acidentes relacionados à mobilidade envolvendo pedestres, carros, motos e bicicletas. Porém, os casos de violência como agressões, ferimentos por arma branca e arma de fogo, é o mesmo de períodos anteriores à pandemia. “Embora o isolamento social ainda esteja presente, as vítimas de trauma continuam a chegar e precisam receber um atendimento eficaz”, pontua Silvania. Os números oficiais serão divulgados pela equipe do projeto no final do mês de abril.

Trabalho voluntário

A docente destaca o empenho de docentes e alunos, que, mesmo com a interrupção das aulas, continuam envolvidos em projetos de pesquisa e trabalhos voluntários. “A universidade tem responsabilidade de inovar sempre, contribuindo para o desenvolvimento do país e para a solução de problemas que afetam a sociedade na qual ela está inserida”, conclui.

Por Marjorie Kauane Teixeira, com orientação de João Cubas

 

Confira iniciativas e projetos da UFPR no combate ao novo coronavírus

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