A terceira edição da Olimpíada Paranaense de Matemática (OPRM), realizada pela Universidade Federal do Paraná, premiou 136 estudantes na quinta-feira (29). A cerimônia aconteceu no Teatro do Colégio Bom Jesus, em Curitiba.
A premiação foi dividida em categorias, conforme o padrão da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM): nível I, 6º e 7º anos; nível II, 8º e 9º anos; e nível III, ensino médio. Além das medalhas de ouro, prata e bronze, também foram entregues menções honrosas e premiações para os colégios, de acordo com o desempenho dos alunos.
“Aquele estudante que tem aptidão se apaixona e se aproxima mais da Matemática. Já o que não tem tanta facilidade, mas gosta da competição, também acaba sendo atraído”, avaliou o chefe do departamento de Matemática da UFPR, professor José Carlos Eidam. “Esse é um contato efetivo entre universidade e escola e confirma o protagonismo da UFPR frente ao desenvolvimento da sociedade”.
Foto: Leonardo Bettinelli
O presidente do comitê da OPRM, professor Diego Otero, afirmou que a competição cresceu nos últimos anos. “A quantidade de inscritos superou nossas expectativas esse ano, foram mais de 11 mil. No ano que vem, o número deve aumentar. Gostamos de ver esses alunos atrás de desafios matemáticos em todo o estado”.
“Temos ex-alunos como professores das escolas básicas e ações como essa aproximam a universidade e escola. Esse é um momento de incentivar esses jovens para que valorizem o conhecimento”, destacou o pró-reitor de Graduação e Educação Profissional da UFPR, Eduardo Barra.
A vice-reitora Graciela Inês Bolzón de Muniz parabenizou os estudantes. “Estamos orgulhosos do esforço e desempenho de vocês. Parabéns a todas as famílias”.
Também participaram do evento o diretor do setor de Ciências Exatas, Marcos Sfair Sunye, a coordenadora do curso de Matemática da UFPR, Elisângela de Campos, e o membro do comitê e idealizador da OPRM, Marcelo Moreira da Silva.
Veja mais imagens da cerimônia.
Medalhistas
A competição foi uma vitória em dose dupla para os irmãos Raíssa e Rubens Ortega, medalhistas de ouro. “Meu irmão já participava e me mostrou como era. Nosso pai, que é professor de matemática, também nos ajudou na preparação”, contou Raíssa.
“Desde o sexto ano participo de Olimpíadas. Com o tempo gostamos das competições e vimos que dava para se preparar em busca de melhores resultados. É muito bom saber que você trabalho, se dedicou e hoje estamos colhendo os frutos”, disse Rubens.
Jean Ratier, de 13 anos, participou do Polo Olímpico de Treinamento Intensivo (POTI) – projeto desenvolvido para alunos do ensino fundamental e médio na UFPR, com o objetivo de treiná-los para eventos nacionais e internacionais de Matemática. “Essa foi a primeira vez que fiz a prova da OPRM. Recebi a medalha de bronze. Foi muito interessante para meu aprendizado de Matemática, porque ganhei mais experiência para provas, vestibulares e Enem”, afirmou o estudante do Colégio Bom Jesus. “O treinamento na UFPR [POTI] me ajudou bastante, as atividades são muito desafiadoras”.
Cecília Mileski recebeu a medalha de prata no nível II. Foto: Leonardo Bettinelli
A Olimpíada é voltada para alunos de escolas públicas e privadas. Cecília Mileski, aluna do Colégio Militar de Curitiba, participa de competições de Matemática desde 2017 e voltou a se destacar neste ano. “Eu sempre quis participar e meus pais me incentivaram. A prova não é fácil, mas é muito bom receber a medalha, você é premiado pelo esforço”.
Familiares dos estudantes acompanharam a cerimônia. Edi Brasil Silva, mãe de Gabriela, fez questão de trazer a filha de Ponta Grossa para receber a medalha. “É bem emocionante. Fiquei muito feliz com o resultado porque a gente sabe a dificuldade. É a primeira vez que ela consegue”, disse.
“Todos os anos da escola foram de preparação para esses momentos. Não foi fácil, mas meu estudo me ajudou a ganhar essa medalha, fiquei muito orgulhosa. Com a competição, você se dedica mais a atividades diferentes, tenta ir além”, relatou Gabriela.
Mãe e filha, Edi e Gabriela Brasil Silva, vieram de Ponta Grossa para a premiação.
Colégios premiados:
Nível 1
Colégio da Polícia Militar do Paraná – premiação de ouro
Colégio Militar de Curitiba – premiação de prata
Escola Londrinense – premiação de bronze
Nível 2
Colégio Militar de Curitiba – premiação de ouro
Colégio da Polícia Militar do Paraná – premiação de prata
Escola Londrinense – premiação de bronze
Nível 3
Colégio Militar de Curitiba e Colégio Positivo – premiação de ouro
Colégio Positivo e Colégio Integral – premiação de prata
Colégio da Polícia Militar do Paraná; Colégio Marista Paranaense, Colégio Imaculado Coração de Maria; Colégio Emília Erichsen e Colégio Bom Jesus – premiação de bronze
OPRM 2018
A Olimpíada Paranaense de Matemática é coordenada pelos professores Diego Otero e Hudson Lima, do departamento de Matemática da UFPR, e conta com o apoio do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, que organiza a Olimpíada Brasileira de Matemática, da Multilaser, do Colégio Positivo, do Colégio Bom Jesus, do Núcleo de Concursos da UFPR e do Sindicato das Escolas Particulares do Estado do Paraná.
Nesta terceira edição da OPRM, 170 escolas de 69 municípios paranaenses participaram. Em todo o Paraná, quase 12 mil estudantes participaram da primeira fase da OPRM 2018, realizada em junho. O número de inscritos foi quase três vezes maior que em 2017, quando mais de quatro mil estudantes compareceram para a primeira etapa. De acordo com o Departamento de Matemática da UFPR, o aumento significativo é resultado da ampla divulgação e da alteração nas inscrições, que antes eram realizadas pelos próprios estudantes e agora acontecem por meio das escolas.
Para a segunda fase da competição estadual, 357 alunos do ensino fundamental e médio foram selecionados. As provas aconteceram no mês de setembro em sete cidades: Cascavel, Curitiba, Laranjeiras do Sul, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Toledo.
A logística de provas, elaboração e correção são realizadas pelo Núcleo de Concursos da UFPR.
Confira mais informações sobre a OPRM pelo site.
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