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No Dia da Música, dupla da Orquestra Filarmônica da UFPR se apresenta no Hospital de Clínicas

23 junho, 2016
11:02
Por
UFPR
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Músicos da Orquestra Filarmônica da UFPR tocam nos corredores do HC. Imagem: Leonardo Henrique – Unicom – CHC/UFPR

Em Curitiba, o clima, no dia 21 de junho de 2016, ficou fechado. Pela manhã, chuva com vento. À tarde, tempo nublado e mais frio. Da janela do seu leito, no 14º andar, a pequena Ingridy, internada com diabetes, só via o topo de alguns prédios e as nuvens cinza. Por volta das 14h30, ela ouviu Mozart – talvez pela primeira vez – e vários clássicos da música universal.

“Eu achei muito legal e muito interessante. Gostei bastante. A música era bem bonita”, afirmou a menina.

“String Duo nº 1 em G Maior” – além de outras composições – foram interpretadas por Dhiego Lima e Fabiane Nishimori. Ele na viola e ela no violino. Os dois fazem parte da Orquestra Filarmônica da UFPR e se apresentaram no Hospital em alusão ao Dia da Música, comemorado em 21 de junho.

No artigo Musicoterapia usa identidade musical para ativar cérebro, o autor Gianpiero Gasparini afirma que “ao chegarem aos ouvidos, os sons são convertidos em impulsos que percorrem os nervos auditivos até o tálamo, região do cérebro considerada central para as emoções, sensações e sentimentos. Os impulsos cerebrais provocados pela música afetam todo o corpo”. Essa teoria é confirmada pela dupla de músicos.

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Imagem: Leonardo Henrique – Unicom – CHC/UFPR

“As pessoas vão aos concertos e, às vezes, não se sentem tocadas. Aqui, muitas vezes, elas não têm condições ou oportunidades de ir a shows. Saber que gostaram e que, de repente, até ajudou na melhora delas é o melhor retorno que a gente pode ter em nossas carreiras. Para isso vale a pena tocar música, afinal, temos que dividi-la e não ficar apenas conosco”, declarou Fabiane.

“É algo diferente e mexe com o nosso emocional. Quem quer ser músico e artista tem que fazer esse tipo de trabalho, pois o importante é tocar o público. Ao estar em um ambiente hospitalar, você lida com pessoas que talvez tenham a última oportunidade de escutar música. O olhar de uma criança é muito gratificante”, disse Lima.

Quem acompanha também aprova as visitas, pois os pacientes têm uma pausa na seriedade dos tratamentos médicos. “Anima bastante, porque eles vêm e distraem as crianças. A gente fica fechado, aqui, por bastante tempo, o que é ruim”, relata Luzia Fontoura, mãe do bebê Enzo, que abriu um grande sorriso ao ouvir as notas musicais.

Por Leonardo Henrique orientado por Renildo Meurer
Assessoria de Marketing do Complexo Hospital de Clínicas

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