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Dissertações da Medicina Veterinária da UFPR são apresentadas em sessão de proteção animal da Alep

28 abril, 2016
14:24
Por
Ciência e Tecnologia
alep medicina veterinária

Imagem: Arquivo pessoal

Duas dissertações de mestrado defendidas em fevereiro deste ano no Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da UFPR foram apresentadas na última segunda-feira, dia 25, em uma sessão sobre proteção animal da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

A primeira delas, defendida por Caroline Constantino, foi sobre os cães comunitários de Curitiba. A mestra demonstrou que os cães comunitários dos terminais de ônibus estão sadios, sem anemia ou problemas funcionais, nem doenças que possam ser transmitidas para as pessoas (zoonoses). Foram recolhidas amostras de sangue de 21 cães comunitários identificados em terminais de ônibus urbanos e parques públicos.

Apesar da sua exposição diária em áreas públicas com grande circulação de pessoas, os cães apresentaram baixa prevalência de doenças transmitidas por vetores e de zoonoses por protozoários, revelando um baixo risco ambiental e consequente baixa disseminação de patógenos. Por estarem em contato com milhares de pessoas em áreas públicas de Curitiba, os animais podem ser continuamente monitorados para atuarem como sentinelas para o risco ambiental da transmissão de doenças em áreas públicas com grande circulação de pessoas.

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Imagem: Arquivo pessoal

A outra, defendida por Graziela Ribeiro da Cunha, trata dos acumuladores de objetos e/ou animais de Curitiba e teve como objetivo determinar a frequência e a distribuição espacial do transtorno de acumulação compulsiva na cidade. Todas as 226 denúncias relativas a acumuladores recebidas pelas Secretarias Municipais de Saúde, Meio Ambiente e Assistência Social de setembro de 2013 a abril de 2015 foram coletadas e casos suspeitos foram investigados individualmente. Um total de 50% denúncias foram confirmadas como casos de acumulação, representando uma proporção total de 6,45 casos por 100.000 habitantes em Curitiba – destes 42,5% eram acumuladores de objetos, 36,3% de animais e 21,2% de ambos.

Os dados apresentados contribuíram para o conhecimento científico atual e devem ser levados em consideração para apoiar as políticas de saúde pública específicas para os casos de acumuladores em Curitiba, que podem ser extrapolados para outras grandes cidades do Brasil.

Com informações do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias.

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