Angústia de uma geração presa entre uma sociedade disciplinar e novos estilos de vida está no cerne de personagens dos romances de formação de Carlos Heitor Cony e Fernando Sabino
Nos anos 1950 a sociedade brasileira passava por transformações culturais marcantes. As tensões entre instituições autoritárias e um novo estilo de vida, com maior liberdade, afetava principalmente os jovens das classes médias urbanas, que viviam tudo isso em seus cotidianos.
A literatura não passou incólume a essa tensão. O surgimento de um novo estilo de romance naquela década expressa os dilemas e conflitos de uma geração que buscava romper com o passado mas ainda não tinha ideia de que caminhos trilhar.
Um estudo desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e publicado no periódico científico Remate de Males, analisou dois romances que se fixaram como marcos dessa mudança: O Ventre, de Carlos Heitor Cony, e O encontro marcado, de Fernando Sabino.
O artigo de autoria do professor Pedro Dolabela Chagas e do pesquisador Luiz Guilherme de Oliveira revela como o tema da viagem é utilizado como uma metáfora para abordar o amadurecimento dos personagens, um artifício que expõe o processo de construção de sua personalidade, ou “formação do self”, como colocam os autores.
Para eles, essas obras representam o Bildungsroman (“romance de formação”) brasileiro, estilo de romance centrado no processo de formação da identidade e autoconsciência dos protagonistas.
Leia a matéria completa no site da Ciência UFPR
Foto de destaque: Arquivo Nacional/Fundo Agência Nacional
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