Pesquisadora da UFPR analisa 22 milhões de anos de evolução dos peixes da subordem Notothenioidei, para investigar como a anatomia de seus crânios pode ter favorecido sua adaptação na Antártica
Milhões de anos antes do surgimento dos seres humanos, os peixes da subordem Notothenioidei já haviam conquistado a Antártica. Hoje, eles formam o grupo de vertebrados mais abundante e diverso da região: são cerca de 155 espécies distribuídas em sete famílias. Você pode estar se perguntando como essa linhagem conseguiu atravessar tantas eras. Os cientistas também.
Até agora, sabe-se que, ao longo de sua história evolutiva, os chamados nototeníoides desenvolveram glicoproteínas anticongelantes capazes de impedir a formação de cristais de gelo no sangue e nos tecidos. Além disso, sem bexiga natatória, estrutura que ajuda peixes a controlar a flutuação, esses animais também adotaram estratégias para se manter em diferentes profundidades.
Mas a pesquisadora Mayara P. Neves, do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR); e colegas das universidades de Rice, Oklahoma, e do estado de Ohio, nos Estados Unidos, quiseram entender também o que a variedade do crânio desses animais poderia mostrar sobre essa capacidade evolutiva.
“O que nos motivou a olhar especificamente para o crânio foi a percepção de que a diversidade de formas cranianas nesses peixes é enorme, e que essa diversidade está diretamente ligada ao que eles comem e onde vivem. O crânio é a ferramenta de captura de alimento desses animais”, diz a cientista.
O resultado dessa investigação foi publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, em outubro do ano passado.
Leia a matéria completa, com infográfico, no site da Ciência UFPR
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