Uma parceria entre o Programa de Residência em Medicina Zoológica da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Parque Ecológico Klabin (PEK) vai permitir que residentes participem dos cuidados dos animais silvestres na sede do Parque, em Telêmaco Borba. Os participantes terão a oportunidade de atuar no cuidado e na reabilitação desses animais, incluindo 10 espécies ameaçadas de extinção, bem como apoiar as atividades desenvolvidas pelos médicos veterinários locais e participar dos trabalhos voltados para a conservação da biodiversidade promovidas pelo PEK há mais de 45 anos.
Anualmente, dois residentes terão a oportunidade de participar, sendo um em cada semestre. A residente Jacqueline Schrotke, marca o início da parceria entre as instituições. “Eu atuo diretamente em atendimento clínico, reabilitação, resgates e solturas de animais silvestres, vivenciando na prática o trabalho com fauna em ambientes naturais. Isso proporciona uma experiência que integra saúde animal e conservação ambiental. Além disso, tem ampliado minha formação em gestão e rotina administrativa, contribuindo para um preparo mais completo para o mercado de trabalho”, afirma Jacqueline.
Para o professor Rogério Ribas Lange, tutor da área de Medicina Zoológica no Programa de Residência em Área Profissional da Saúde do Hospital Veterinário da UFPR/Campus Curitiba, a maior vantagem desta parceria é permitir aos residentes a interação com uma grande diversidade de espécies. “Dada a abrangência da especialidade, é importante que os cenários de prática da residência em Medicina Zoológica contemplem essa variedade de animais, de modo a que os egressos do programa tenham competências plenas para atuar nos diferentes nichos de mercado”, afirma.
Para Paulo Schmidlin, coordenador de Biodiversidade da Klabin, a iniciativa garante o aprimoramento técnico e profissional dos participantes. “A residência é uma excelente oportunidade para que os estudantes vivenciem experiências práticas, possibilitando que o conhecimento teórico seja aplicado a contextos reais. Além disso, os residentes poderão lidar com a fauna específica da região dos Campos Gerais, permitindo uma especialização importante voltada à conservação da biodiversidade local”, reforça o coordenador responsável pelo Parque Ecológico Klabin.
Após a conclusão da pós-graduação, os estudantes vão receber o título de Especialista em Medicina Zoológica. “Essa qualificação permitirá que eles trabalhem em qualquer mantenedouro de fauna no Brasil, ampliando a mão de obra qualificada no setor”, explica Paulo.
De acordo com o coordenador de biodiversidade da Klabin, a parceria firmada entre a UFPR e o PEK também favorece o intercâmbio de conhecimento, técnicas, profissionais e equipamentos, contribuindo com o desenvolvimento científico. “A partir do trabalho desenvolvido pelo Parque, será possível contribuir com pesquisas em andamento na UFPR, promovendo uma interação entre a iniciativa privada e a Universidade, com resultados para a ciência e benefícios para a sociedade”, destaca Paulo.
A Universidade Federal do Paraná é pioneira na especialidade de Medicina Zoológica, sendo referência nacional. É o primeiro curso de medicina veterinária brasileiro a oferecer plena capacitação no atendimento clínico e cirúrgico de animais silvestres, presente nos níveis de graduação, residência e pós-graduação.
Criado e mantido pela Klabin desde a década de 80, o Parque Ecológico Klabin promove a conservação da biodiversidade, a manutenção e reabilitação de animais silvestres e a preservação de espécies, incluindo 10 ameaçadas de extinção a em nível estadual. O espaço também promove atividades de educação ambiental e o desenvolvimento de pesquisas científicas com a fauna e a flora locais. Localizado em uma área de quase 10 mil hectares de mata nativa, o PEK abriga atualmente 120 animais de 30 espécies diferentes, conta com áreas de internamento, clínica veterinária, cozinha para o preparo da alimentação dos animais, trilha ecológica em meio à floresta nativa e um Centro de Interpretação da Natureza.
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