Os professores da UFPR, em assembleia realizada nesta terça-feira (16), deflagraram oficialmente estado de greve. A Universidade Federal do Paraná passa a ser a segunda do país a ter seu corpo docente paralisado ─ a Universidade Federal do Tocantins (UFT) foi a primeira.
Como não existe uma legislação própria para greves no setor público, a greve dos professores da UFPR é regulamentada pela lei que rege as greves no setor privado. Segundo essa lei, é necessário um período de 72 horas para que a greve seja oficial. Portanto, a greve passa a valer a partir de sexta-feira.
Segundo o professor Luis Allan Kunzle, presidente da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), a greve dos professores tem duas frentes de reivindicações. ‘A greve tem como objetivo pressionar o governo pelas melhoras que nós queremos ver na educação pública. Além disso, nós temos também nossa pauta local’, explica. Os professores se juntam aos servidores técnico-administrativos da universidade, em greve desde o dia 15 de junho, e ao movimento dos alunos.
Fonte: Bruno Zermiani, sob orientação de Ana Paula Moraes
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