Pela manhã, dois candidatos já haviam comparecido às urnas para efetivar seu voto – os candidatos Cid Aimbiré e Carlos Moreira Júnior. Assim como eles, muitos professores, técnico-administrativos e alunos também já haviam exercido o seu direito de manifestar sua opinião quanto a escolha de quem deve dirigir a Universidade Federal do Paraná pelos próximos quatro anos.
Apesar de acreditar em uma eleição tranqüila, a Comissão Paritária de Consulta solicitou formalmente à Pró-reitoria de Administração que seguranças fossem colocados em locais indicados pela Comissão, para garantir que nenhum incidente prejudicasse o pleito.
Tranqüilidade – No período da manhã, os locais de votação estavam recebendo tranqüilamente os eleitores. Uma movimentação maior se deu na urna da Reitoria, onde estavam alocados os servidores técnico-administrativos da ativa e também os aposentados. Ali, as pessoas tiveram que esperar um pouco mais para votar.
Tranqüilas também estavam as urnas do Setor de Ciências Sociais Aplicadas, da sub-sede da Saúde – no Botânico, e do prédio da Administração do Centro Politécnico.
Participação – Para os estudantes, o maior colégio eleitoral, a participação nem sempre motiva. Mas, para aqueles que compreendem a importância da participação, comparecer e votar parece mais do que um direito, mas uma obrigação com o futuro da instituição. Para as amigas, Luciana Alberge, Leryanne Lino, Lívia Sperandio, Bianca Aquino e Lillian Cibelle Francisco, todas do curso de Nutrição, estar presente na eleição é exercer um direito e um forma de expressar a sua opinião. ‘Se todos os estudantes exercecem este direito, acredito que poderíamos efetivamente decidir o futuro. Mas estamos fazendo a nossa parte’, disseram as amigas. Para elas, votar é defender interesses da classe estudantil. Entre os pedidos que gostariam de fazer ao novo reitor é que não houvesse greve, coerência entre o discurso e a ação e que os estágios no Hospital de Clínicas dessem preferência aos acadêmicos da UFPR. ‘Temos problema quanto a grade de horários do curículo. Normalmente temos aula em período integral e isso nos prejudica na questão do estágio. Nem o HC nos aceita como estagiários’, reclamam. Segundo elas, os professores precisam rever seus horários e permitir que os alunos tenham esta flexibilidade na hora de buscar o estágio.
Para a acadêmica Mirian Kazeker, estudante de Engenharia Química, a oportunidade de escolher o reitor é a chance de poder cobrar ações. ‘É uma sensação de que o aluno não está na Federal apenas para estudar, mas para colaborar.’ Já para a estudante do mesmo curso Tarsila Pedroso, ‘é nas urnas que as pessoas têm a chance de dizer o que pretendem para o futuro.’
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Fonte: Patricia Favorito Dorfman
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