Gestão de Riscos (PTD – 2025-2028)

A gestão de riscos, no contexto do Plano de Transformação Digital (PTD), consiste em um processo sistemático de identificação, avaliação, tratamento, monitoramento e comunicação de riscos que possam impactar negativamente os objetivos e as iniciativas digitais da instituição. A gestão de riscos visa garantir que os potenciais eventos adversos sejam conhecidos e tratados adequadamente, promovendo maior segurança e previsibilidade na execução dos projetos de transformação digital.

A importância da gestão de riscos está relacionada à necessidade de assegurar a continuidade e o sucesso das ações previstas no PTD, evitando falhas que comprometam a entrega de serviços públicos digitais de qualidade. No contexto da Estratégia Federal de Governo Digital (EFGD), a gestão de riscos é um dos pilares fundamentais para promover a integridade, a segurança da informação e a confiança nos serviços públicos digitais, alinhando-se com os princípios da administração pública e com as melhores práticas de governança.

  • Os principais objetivos da gestão de riscos no âmbito do Plano de Transformação Digital incluem:
  • Antecipar e mitigar eventos que possam comprometer a execução das ações de transformação digital.
  • Garantir a alocação eficiente de recursos, priorizando iniciativas com maior impacto e menor exposição a riscos.
  • Fortalecer a governança digital, promovendo a transparência e a prestação de contas.
  • Contribuir para a melhoria contínua dos processos organizacionais, por meio do aprendizado com os riscos identificados e tratados.

Os riscos identificados, bem como os respectivos planos de ação para sua mitigação, encontram-se detalhados abaixo:

Iniciativa I: Ampliar a utilização de Conta Única do Governo (Gov.br)

RiscoProbabilidadeImpactoResposta ao risco
1. Indisponibilidade da plataforma Gov.br (serviço fora do ar temporariamente, afetando acessos da UFPR).MédiaAltoEstabelecer plano de contingência (ex.: autenticação alternativa temporária); monitorar status do Gov.br; comunicação clara aos usuários.
2. Resistência dos usuários à mudança (alunos, servidores ou comunidade com dificuldade de migração para novo login).MédiaBaixoCampanhas de comunicação, tutoriais e treinamentos; suporte técnico ampliado no período inicial.
3. Problemas de integração técnica (incompatibilidade de sistemas legados da UFPR com a autenticação Gov.br)MédiaAltoRealizar testes-piloto antes da adoção em larga escala; planejar integração gradual; destinar equipe de TI dedicada à integração.
4. Riscos de segurança cibernética (uso de credenciais roubadas ou ataques de phishing relacionados ao Gov.br).MédiaAltoImplementar dupla autenticação (MFA) para acessos sensíveis; conscientização em segurança da informação; monitoramento contínuo.
5. Exclusão digital (usuários que não possuem cadastro no Gov.br ou enfrentam dificuldades tecnológicas).BaixaBaixoOferecer suporte presencial e remoto para criação/validação da conta; manter canais de atendimento alternativos no período de adaptação.

Iniciativa II: Ampliar a utilização da plataforma ConectaGov.br

RiscoProbabilidadeImpactoResposta ao risco
Indisponibilidade da plataforma ConectaGov.brMédiaAltoEstabelecer plano de contingência (procedimentos manuais temporários); monitorar disponibilidade; alinhar com o órgão gestor do ConectaGov.
Problemas de integração entre sistemas da UFPR e a plataformaAltaAltoRealizar testes-piloto com sistemas críticos; utilizar APIs padronizadas; capacitar a equipe técnica para integração.
Vazamento ou uso indevido de dados compartilhadosBaixaAltoImplementar criptografia e controle de acessos; auditorias periódicas de segurança; política de governança de dados.
Resistência de setores internos à mudança de processosMédiaMédioCampanhas de conscientização; treinamentos; envolvimento de gestores como patrocinadores da iniciativa.
Dependência de sistemas externos (Receita Federal, MEC, SIAPE, etc.) para funcionamentoMédiaMédioFormalizar acordos de nível de serviço (SLAs); monitorar integrações; manter alternativas locais de consulta enquanto a integração não estiver estável.

Iniciativa III: Desburocratização

RiscoProbabilidadeImpactoResposta ao risco
Resistência cultural de servidores, docentes ou alunos à substituição de processos presenciais por digitaisMédiaAltoPromover capacitação, campanhas de sensibilização e apoio contínuo; envolver usuários finais na fase de testes para aumentar adesão.
Problemas técnicos nos sistemas digitais (instabilidade, falhas em formulários ou assinaturas eletrônicas)MédiaAltoRealizar testes antes da implantação; adotar ferramentas consolidadas; manter suporte técnico ágil e canais de atendimento.
Risco de exclusão digital de parte da comunidade acadêmica (falta de acesso à internet ou dificuldades de uso)BaixaMédioDisponibilizar pontos de atendimento digital assistido na UFPR; criar materiais de orientação simples e tutoriais.
Exposição ou uso inadequado de dados pessoais em processos digitalizadosBaixaAltoImplementar LGPD (mínimo necessário de dados, consentimento quando aplicável, controle de acessos); auditorias de segurança.
Redundância ou inconsistência de informações entre sistemas não integradosMédiaMédioIntegrar os sistemas acadêmicos e administrativos via ConectaGov ou barramentos internos; adotar cadastro único institucional.

Iniciativa IV: Contribuição com o GoPG

RiscoProbabilidadeImpactoResposta ao risco
Incompatibilidade técnica entre os sistemas da UFPR (SIGA, acadêmico da pós, bolsas) e os padrões exigidos pelo GoPGMédiaAltoRealizar diagnóstico prévio de aderência; planejar integrações por APIs; prever recursos para ajustes tecnológicos.
Envio de dados inconsistentes, incompletos ou em atraso à CAPESAltaAltoImplantar rotinas automatizadas de validação e atualização; definir responsáveis institucionais claros pelo envio; auditorias periódicas.
Resistência de áreas internas em ajustar processos ao modelo de padronização do GoPGMédiaMédioPromover workshops internos; divulgar benefícios institucionais; criar comitê local de governança da pós-graduação para alinhamento.
Falta de recursos humanos ou tecnológicos dedicados à integração com o GoPGMédiaAltoPrever equipe técnica e administrativa específica; incluir a ação no planejamento orçamentário e no PDTI da UFPR.
Alterações frequentes nas diretrizes ou requisitos da CAPES para o GoPGMédiaMédioManter acompanhamento ativo em fóruns e grupos do GoPG; adaptar processos internos com flexibilidade; registrar lições aprendidas.

Iniciativa V: Expandir Diploma Digital para Strictu Sensu

RiscoProbabilidadeImpactoResposta ao risco
Falha de integração entre o sistema acadêmico da pós-graduação e a Plataforma e-Diploma do MECMédiaAltoRealizar testes piloto antes da implantação; envolver equipe técnica do MEC; prever suporte técnico contínuo.
Risco de indisponibilidade ou ataque cibernético que comprometa a emissão ou validação dos diplomas digitaisBaixaAltoImplementar medidas de segurança cibernética (backup, redundância, monitoramento); aderir a protocolos do gov.br.
Resistência cultural de docentes, servidores e alunos quanto à substituição do diploma físico pelo digitalMédiaMédioDesenvolver campanha de comunicação e capacitação; garantir canais de suporte e esclarecimento; emitir documentos comprobatórios auxiliares quando necessário.
Problemas jurídicos ou questionamentos sobre a validade legal do diploma digital em determinados contextos (internacionais ou institucionais)BaixaMédioGarantir aderência estrita à legislação e normativas do MEC; fornecer orientações oficiais sobre validade; apoiar processos de reconhecimento internacional.
Ausência de infraestrutura tecnológica adequada (certificados digitais, assinaturas eletrônicas qualificadas, servidores)MédiaAltoIncluir investimentos no PDTI; prever convênios com a ICP-Brasil; fortalecer a área de TI para atender às exigências técnicas.

Iniciativa VI: Implantação do SIADS

RiscoProbabilidadeImpactoResposta ao risco
Falha na integração do SIADS com outros sistemas administrativos (financeiro, contábil, compras)MédiaAltoRealizar fase piloto de integração; envolver equipes técnicas desde o início; utilizar APIs e padrões de interoperabilidade.
Erros ou inconsistências no inventário inicial dos bens ao migrar dados para o SIADSAltaAltoConduzir auditoria patrimonial antes da migração; validar dados em amostras; realizar ajustes iterativos durante a implantação.
Resistência de servidores à mudança de processos manuais para digitalizadosMédiaMédioPromover treinamentos, campanhas de sensibilização e suporte contínuo; envolver os usuários no processo de implantação.
Vulnerabilidades de segurança no sistema que possam expor informações patrimoniais sensíveisBaixaAltoImplementar práticas de segurança da informação (criptografia, controles de acesso, logs); realizar testes de segurança periódicos.
Indisponibilidade do sistema (falhas técnicas, servidores ou rede) afetando operações críticas de gestão patrimonialMédiaAltoImplantar plano de contingência; manter infraestrutura redundante; realizar monitoramento contínuo e suporte técnico 24/7.