{"id":1578,"date":"2026-02-26T20:33:28","date_gmt":"2026-02-26T23:33:28","guid":{"rendered":"https:\/\/ufpr.br\/museus\/mafropr\/?page_id=1578"},"modified":"2026-06-30T03:34:29","modified_gmt":"2026-06-30T06:34:29","slug":"nossa-historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ufpr.br\/museus\/mafropr\/nossa-historia\/","title":{"rendered":"Nossa hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-palette-color-13-color has-palette-color-12-background-color has-text-color has-background has-link-color has-large-font-size wp-elements-0300975b766a908e4ba3e1a6f08b1350\"><strong>Nossa hist\u00f3ria<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p class=\"has-palette-color-13-color has-text-color has-link-color wp-elements-0765243fe929b5228091ae550ea7abe7\" style=\"font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.313), 18px);\">A partir de uma interlocu\u00e7\u00e3o entre o professor Paulo Vin\u00edcius Baptista da Silva (<em>in memoriam<\/em>), a Deputada Federal Carol Dartora e o Minist\u00e9rio da Igualdade Racial (MIR), ocorrida no primeiro semestre de 2024, o Projeto Linha Preta 2.0 foi contemplado com financiamento do MIR, via Emenda Parlamentar; e fui convidada para compor a equipe de coordena\u00e7\u00e3o desse projeto. Em linhas gerais, a proposta tinha o objetivo de expandir a j\u00e1 conhecida Rota Tur\u00edstica Linha Preta, criada por uma equipe de pesquisadoras e pesquisadores vinculada \u00e0 UFPR, durante o Congresso de Pesquisadores\/as Negros\/as que aconteceu em Curitiba, em 2015. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-palette-color-13-color has-text-color has-link-color wp-elements-798155c67007a39691f4852bad65a1ac\" style=\"font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.313), 18px);\">No entanto, em agosto de 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a execu\u00e7\u00e3o de todas as emendas parlamentares, impedindo o in\u00edcio do projeto. Com isso, aguard\u00e1vamos a libera\u00e7\u00e3o das emendas para formalizar a equipe de trabalho e planejar as a\u00e7\u00f5es. Contudo, em 29 de outubro, o prof. Paulo Vin\u00edcius ancestralizou de forma abrupta e precoce.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-palette-color-13-color has-text-color has-link-color wp-elements-5132fb99debf6458beca506dacdeb631\" style=\"font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.313), 18px);\">As emendas foram liberadas em 2 de dezembro. Diante da aus\u00eancia deixada pelo coordenador geral, coube a mim tal fun\u00e7\u00e3o. Assim sendo, convidei a profa Juliana Barbosa para participar da equipe, que contava tamb\u00e9m com Cristiano Amorim. Em um prazo de 20 dias, fizemos a tramita\u00e7\u00e3o interna da documenta\u00e7\u00e3o exigida na UFPR e o Termo de Execu\u00e7\u00e3o Descentralizada (TED) com o MIR foi assinado em 23 de dezembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-palette-color-13-color has-text-color has-link-color wp-elements-1c721eadd80dda194ddd90b50d136edf\" style=\"font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.313), 18px);\">Os recursos vieram com a especificidade de serem utilizados somente para servi\u00e7os, ou seja, para pagamento de bolsas e outros profissionais, n\u00e3o podendo fazer compras de materiais, como havia previs\u00e3o no projeto Linha Preta 2.0. Sendo assim, idealizamos a cria\u00e7\u00e3o de uma plataforma com o objetivo de divulgar os espa\u00e7os de presen\u00e7a negra no Paran\u00e1 e fomentar o afroturismo. passamos a elaborar uma alternativa institucional vi\u00e1vel, capaz de reunir pesquisa, mem\u00f3ria, acervo digital e difus\u00e3o p\u00fablica. A equipe inicial reunia \u00e1reas como antropologia, rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e gest\u00e3o financeira, mas ainda n\u00e3o dispunha de dom\u00ednio t\u00e9cnico sobre os procedimentos museol\u00f3gicos formais. Para entender como poderia ser feito, tivemos uma reuni\u00e3o com a coordenadora e a muse\u00f3loga do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE\/UFPR), que nos orientaram sobre os procedimentos necess\u00e1rios para a feitura de um museu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-palette-color-13-color has-text-color has-link-color wp-elements-12167637d7312d673096b79ad2df40b1\" style=\"font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.313), 18px);\">A partir dessa orienta\u00e7\u00e3o, fizemos as primeiras contrata\u00e7\u00f5es por meio de Edital:&nbsp; de profissional de museologia, pesquisadora doutoranda e graduando em jornalismo. Durante o primeiro semestre de 2025, nos reunimos semanalmente no Laborat\u00f3rio de Estudos em Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnico-Raciais (LERER- pr\u00e9dio hist\u00f3rico da UFPR) e planejamos como poderia ser o museu e o seu nome. Foi no amadurecimento de nossas discuss\u00f5es que o nome Museu de Territ\u00f3rios Afroparanaenses foi abra\u00e7ado. Desse modo, no primeiro semestre de 2025, nos debru\u00e7amos, de um lado, sobre a fundamenta\u00e7\u00e3o do museu, sobre sua <em>miss\u00e3o, <\/em>sua <em>vis\u00e3o <\/em>e seus<em> valores<\/em>. E, de outro, na pesquisa sobre territ\u00f3rios negros em Curitiba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-palette-color-13-color has-text-color has-link-color wp-elements-72fb7afa7bbe59baa33df1ac22381f3e\" style=\"font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.313), 18px);\">Em julho de 2025, apresentamos esse projeto para aproximadamente 40 representa\u00e7\u00f5es de entidades negras e pesquisadoras\/es, a maioria de Curitiba, para uma escuta sobre as expectativas em rela\u00e7\u00e3o ao que est\u00e1vamos construindo e para onde direcionar o nosso olhar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-palette-color-13-color has-text-color has-link-color wp-elements-387d2d2c49f2e6d850c9665babd2c5c5\" style=\"font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.313), 18px);\">No in\u00edcio da noite de 24 de julho de 2025, um dia de muito frio, aos poucos, foram-se achegando \u00e0 Sala da Mem\u00f3ria -do pr\u00e9dio hist\u00f3rico da UFPR \u2013 as pessoas convidadas para a 1\u00aa Reuni\u00e3o T\u00e9cnica Ampliada do projeto Museu de Territ\u00f3rios Afroparanaenses (MAFRO\/UFPR). Nessa reuni\u00e3o foi ressaltada a invisibilidade e o apagamento hist\u00f3rico do<em> povo negro<\/em> e de seu legado, o direito \u00e0 mem\u00f3ria, o direito \u00e0 hist\u00f3ria, o direito ao patrim\u00f4nio cultural da popula\u00e7\u00e3o afroparanaense. Uma das pessoas destacou que o<em> MAFRO \u00e9 um aquilombamento<\/em>. Outra, falou da relev\u00e2ncia da presen\u00e7a dos terreiros no Museu: \u201c<em>o que fizemos, o que produzimos \u00e9 Patrim\u00f4nio<\/em>\u201d. Outra destacou a dificuldade de encontrar hist\u00f3rias <em>trans-negrascentradas<\/em>. Outra, ainda, sugeriu fazer um acervo das oralidades, \u201c<em>que os mais velhos possam contar suas hist\u00f3rias<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-palette-color-13-color has-text-color has-link-color wp-elements-6c30cf76cf1e27699db4e6c5684b6fff\" style=\"font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.313), 18px);\">Por mais de tr\u00eas horas, as pessoas presentes nessa reuni\u00e3o fizeram coment\u00e1rios sobre a relev\u00e2ncia do museu, sugerindo, muitas vezes, nomes de pessoas e de lugares para conhecermos e registrarmos.&nbsp; Este momento de interlucu\u00e7\u00e3o foi fundamental para nossas decis\u00f5es posteriores e para compreender a relev\u00e2ncia e alcance daquele projeto para a comunidade negra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-palette-color-13-color has-text-color has-link-color wp-elements-4fe159ef6269eb50e39aac8e4324b63d\" style=\"font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.313), 18px);\">O MAFRO nasce como um territ\u00f3rio de mem\u00f3rias,  hist\u00f3rias,  express\u00f5es culturais,  territorialidades, identidades e presen\u00e7as negras. Um museu gerado por muitas m\u00e3os, muitas vozes e muitos caminhos. Presen\u00e7as negras que geram o &nbsp;Museu de Territ\u00f3rios Afroparanaenses. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-palette-color-13-color has-text-color has-link-color wp-elements-08df0168a28b9da59f9d02c6f6fcca6d\" style=\"font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.313), 18px);\"><strong>Judit Gomes da Silva<\/strong><br><em>Coordenadora do Museu de Territ\u00f3rios Afroparanaenses<\/em><br><em>Junho\/2026<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossa hist\u00f3ria A partir de uma interlocu\u00e7\u00e3o entre o professor Paulo Vin\u00edcius Baptista da Silva (in memoriam), a Deputada Federal Carol Dartora e o Minist\u00e9rio da Igualdade Racial (MIR), ocorrida no primeiro semestre de 2024, o Projeto Linha Preta 2.0 foi contemplado com financiamento do MIR, via Emenda Parlamentar; e fui convidada para compor a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1578","page","type-page","status-publish","hentry"],"blocksy_meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ufpr.br\/museus\/mafropr\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1578","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ufpr.br\/museus\/mafropr\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ufpr.br\/museus\/mafropr\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ufpr.br\/museus\/mafropr\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ufpr.br\/museus\/mafropr\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1578"}],"version-history":[{"count":30,"href":"https:\/\/ufpr.br\/museus\/mafropr\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1578\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8242,"href":"https:\/\/ufpr.br\/museus\/mafropr\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1578\/revisions\/8242"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ufpr.br\/museus\/mafropr\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1578"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}