Primeiro encontro em Paranaguá. Foto: William Leal 

Escola de Conselhos do Paraná inicia novo ciclo formativo

27 agosto, 2026
11:17
Por Jéssica Tokarski
Ensino e Educação

Com informações do Setor Litoral

A Escola de Conselhos do Paraná — iniciativa que realiza a formação continuada de profissionais que atuam na promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes — iniciou o segundo ciclo de cursos de aperfeiçoamento destinados aos integrantes dos conselhos tutelares, conselhos de direitos e profissionais da rede de proteção, com primeiro encontro no Museu de Arte e Etnologia (MAE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), nos dias 18 e 19 de agosto.

Coordenada pelo Setor Litoral da UFPR, a iniciativa tem articulação com instituições e órgãos que integram a rede de garantia de direitos. As ações conjuntas entre a Universidade, gestores públicos e profissionais da rede de proteção visam ampliar conhecimentos sobre legislação, políticas públicas, direitos humanos e práticas de atendimento.

Essa nova etapa de formação é voltada à proteção de crianças e adolescentes em contextos de diversidade cultural, com atenção especial aos povos e comunidades tradicionais.

Além da atividade ocorrida em Paranaguá, a formação será realizada em cinco polos regionais: Ponta Grossa, nos dias 22 e 23 de setembro; Foz do Iguaçu, 13 e 14 de outubro; Umuarama, 27 e 28 de outubro; e Londrina, 24 e 25 de novembro. Os prazos para inscrição podem ser acompanhados pela página do projeto no Instagram.  

Ane Bárbara Voidelo, coordenadora do projeto e professora do curso de Serviço Social, explica que a formação parte do entendimento de que a proteção integral somente se concretiza quando a atuação da rede respeita as diferentes realidades culturais e territoriais das crianças e dos adolescentes.

“Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente assegure o direito à proteção, sem qualquer forma de discriminação, os desafios vivenciados pelos profissionais demonstram a necessidade de qualificar continuamente o atendimento, especialmente nos territórios tradicionais, fortalecendo práticas pautadas na interculturalidade, na prevenção da revitimização e na atuação articulada entre os diferentes órgãos do sistema de garantia de direitos”, afirma.

Segundo ela, a proposta visa fortalecer a atuação do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente diante dos desafios contemporâneos da proteção integral, promovendo uma formação que considere as especificidades culturais, sociais e territoriais presentes no estado. Entre os povos e comunidades tradicionais contemplados estão: indígenas, quilombolas, caiçaras, pescadores artesanais, faxinalenses, povos de terreiro, benzedeiras, ilhéus, cipozeiros e outras comunidades reconhecidas no Paraná.

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