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Enfrentamento da esporotricose felina é tema de encontro em Curitiba

Reunião sobre esporotricose (foto CRMV-PR)

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Paraná (CRMV-PR), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Instituto de Medicina Veterinária do Coletivo (IMVC) realizaram, nesta segunda-feira (21), em Curitiba, uma oficina de trabalho com foco no enfrentamento da esporotricose felina no estado do Paraná. Causada pelo fungo Sporothrix, a doença acomete principalmente felinos e pode ser transmitida para outros animais e humanos.

O encontro reuniu mais de 30 profissionais que atuam em universidades e instituições na área da saúde e do meio ambiente em Curitiba e Região Metropolitana, no Paraná e em outros estados brasileiros. Em uma dinâmica produtiva, os participantes contribuíram com suas experiências para a formação de uma rede baseada em diretrizes técnicas normativas para enfrentamento da esporotricose, que poderá servir para sustentar novas políticas públicas.

Importância do tema
“A oficina nasceu por enxergarmos as dificuldades que os municípios e estados no Brasil têm enfrentado para fazer desde o diagnóstico até o tratamento da esporotricose. Neste cenário, sabe-se que os gatos são os principais agentes de disseminação da esporotricose, portanto, também são o foco do controle e prevenção. Devemos, não só respeitar as leis, mas também os animais como indivíduos sencientes que têm direito à vida e a um tratamento digno”, explicou a professora da UFPR Rita de Cássia Maria Garcia, do Centro de Medicina Veterinária do Coletivo.

Papel do médico–veterinário 
“Essa também foi uma oportunidade de reforçarmos a importância do médico-veterinário no contexto da prevenção e controle da esporotricose, atuando como facilitador na formação de diretrizes e políticas públicas, atendendo seu papel perante a sociedade paranaense. “Assim como disseminar aos profissionais do estado a situação da esporotricose, e como é possível que todos atuem na saúde para o enfrentamento desta doença no Paraná”, comentou o secretário-geral no CRMV-PR, Leonardo Nápoli.

Medicina Veterinária de Coletivo  
“É muito importante ter um evento como esse que une diversas instituições e pessoas que agregam pontos de vistas diferentes do mesmo problema. Todos trouxeram sua expertise, conhecimento e percepções sobre a esporotricose. Nós, do IMVC, falamos sobre o manejo de populações de gatos, principalmente os de vida livre como uma ferramenta de saúde única para controlar a esporotricose”, explicou a médica-veterinária no IMVC, Rosângela Ribeiro Gebara.

Experiências compartilhadas 

“Nós registramos, em média, 30 a 40 abandonos de animais (cães e gatos) por mês nos Campi da Fundação OswaldoCruz do Rio de Janeiro (Manguinhos/Maré, Jacarepaguá e Mata Atlântica), sendo que cerca de 11% deles têm esporotricose. Nossos maiores desafios hoje são em termos de orçamento, espaço, equipe e insumos. Com tudo isso, nos concentramos em fazer a atenção primária à saúde animal, que envolve o diagnóstico, tratamento e encaminhamento para a adoção”, compartilhou o pesquisador e coordenador do Programa de Saúde Única ICTB/Fiocruz e presidente da Comissão de Saúde única do CRMV/RJ, Paulo Abílio Varella Lisboa.

(Fonte/Agência: CRMV-PR |)

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