Experiência em escola municipal de Paranaguá (PR) registrada em dissertação do ProfCiamb da UFPR Litoral pode ser replicada com baixo custo em instituições com educação inclusiva
É hora de aula. Com os pés descalços, as crianças sentem o solo ao ar livre: a maciez da areia, a aspereza da grama, o rústico da serragem. Enquanto isso, percebem as cores das flores, colhem morangos, conhecem os insetos. Esses espaços — hortas e jardins — e essa dinâmica são comumente adotados por escolas que propõem a autonomia na educação. Um formato simples dessa proposta, o jardim sensorial, foi testado na educação de crianças autistas por uma pesquisa do Programa de Pós-graduação de Mestrado Rede Nacional para Ensino das Ciências Ambientais (ProfCiamb), do Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em uma escola municipal de Paranaguá, no litoral paranaense.
A pesquisadora Vânia Lemos Matozo dos Santos, também professora da educação de Paranaguá, investigou como os jardins sensoriais podem ajudar na educação ambiental de crianças neurodivergentes, incentivando a autonomia e a socialização. A pesquisa deu o primeiro passo para a instalação de um jardim do tipo na Escola Municipal Professora Francisca Pessoa Mendes, no bairro Jardim Esperança. A instituição oferece turmas que vão da pré-escola até o quinto ano do ensino fundamental.
Segundo a pesquisa, jardins sensoriais são espaços específicos para representação de elementos da natureza e das sensações originadas por eles, proporcionando oportunidades de educação e contato direto. No caso da escola, um espaço de seis metros quadrados de área recebeu o jardim, que custou cerca de R$ 500 para ser concluído, fora o apoio de projetos municipais, como o de doação de mudas. A pesquisadora acompanhou a instalação, que envolveu as famílias das crianças, e, na sequência, registrou o impacto do novo ambiente para as atividades pedagógicas.
Leia a matéria completa, com galeria de fotos e infográfico, no site da Ciência UFPR
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