Universidade foi contemplada nas três categorias do edital, com projetos voltados à geração fotovoltaica, infraestrutura elétrica e desenvolvimento científico
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi uma das 15 instituições contempladas pelo Edital Itaipu Mais que Energia (IPES 2025). Iniciativa da Itaipu Binacional em parceria com a Caixa Econômica Federal, o programa prevê a implantação de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica e a aquisição de equipamentos voltados à pesquisa científica.
Segundo a Itaipu, o edital é voltado ao fortalecimento das instituições públicas de ensino superior e técnico por meio de investimentos para a transição energética. O objetivo é promover sustentabilidade e ampliação da infraestrutura acadêmica e científica dessas instituições.
O investimento do programa ultrapassa R$ 100 milhões. Está prevista a instalação de 16,5 megawatts (MW) em painéis fotovoltaicos, que devem gerar uma economia anual de cerca de R$ 10 milhões nas contas de energia das universidades, faculdades e institutos federais beneficiados. Serão 91 campi atendidos, distribuídos em 47 municípios (39 no Paraná e oito no Mato Grosso do Sul). O cronograma indica o prazo de até junho de 2028 para a execução das ações.
O anúncio de recursos e assinatura dos planos de ação ocorreu em cerimônia nesta quinta-feira (21), no Teatro da Reitoria da UFPR. O evento contou com a presença de reitores das instituições e representantes da Itaipu Binacional e da Caixa Econômica Federal, além de autoridades políticas.
O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, afirmou que, do valor investido, R$ 10 milhões são para pesquisas nas áreas de transição energética e de desenvolvimento de baterias que possam assegurar as energias intermitentes, enquanto R$ 90 milhões serão destinados a placas solares nas instituições.
“Isso tem um efeito gigantesco para as universidades. Primeiro, que é a produção de energia limpa. E segundo, de energia barata. Isso vai permitir que haja uma sobra de recursos no orçamento das universidades públicas e nos recursos, e o objetivo é com esses recursos elas possam investir também no ensino, na pesquisa e na extensão“.
O reitor da UFPR, Marcos Sunye, comemorou o recebimento dos recursos e comentou sobre os benefícios que o investimento trará para a instituição.
“Esse edital traz muito recurso para a nossa suficiência energética, ou seja, a gente vai comprar uma série de usinas fotovoltaicas e vamos ajudar a universidade cada vez mais, inclusive com pesquisa aplicada”, afirma. “Temos vários grupos que trabalham, por exemplo, com baterias e armazenamento de energia. Porque não basta só produzir energia, tem que poder armazenar e reutilizar. O projeto para nós é muito interessante e muito estratégico”.
Do investimento total do edital, a UFPR receberá o maior valor: R$ 22 milhões. A instituição foi contemplada com propostas nas três categorias previstas no programa: Sistemas de Geração Fotovoltaica, Serviços/obras de Infraestrutura e Equipamentos e Insumos para Pesquisas em Energias Renováveis. A Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar) será a responsável pelas licitações dos projetos.
A primeira categoria do edital corresponde à implantação dos sistemas de geração solar. Já a segunda é relativa às adequações elétricas necessárias para que esses sistemas funcionem com segurança, como redes internas, subestações, transformadores de média tensão, religadores automáticos, abrigos para inversores e outros serviços vinculados à operação dos sistemas.
A Pró-Reitoria de Planejamento e Dados da UFPR (Proplad) é a responsável pela coordenação técnica e institucional da execução dos projetos dessas duas categorias. De acordo com o pró-reitor Luis Carlos Erpen de Bona, a proposta foi elaborada pela equipe técnica de engenharia da Universidade, com interação técnica com a Itaipu durante o processo. A UFPR vai receber aproximadamente 3 MWh de potência instalada, distribuídos em 15 estações de geração fotovoltaica, que devem contemplar todos os campi da instituição.
“O trabalho partiu da análise do consumo de energia das unidades consumidoras e do dimensionamento dos sistemas dentro dos limites do edital”, explica. “A partir disso, foram definidos os locais mais adequados, considerando fatores como disponibilidade de área, orientação solar, viabilidade de conexão elétrica, demanda contratada, condições da infraestrutura existente, segurança, manutenção e menor impacto sobre as atividades dos campi”.
O pró-reitor afirma que o resultado será “um ganho ambiental econômico e relevante” para a instituição.
“A UFPR gasta hoje cerca de R$ 12 milhões por ano com energia elétrica; a geração fotovoltaica deverá reduzir parte dessa despesa de forma permanente, além de modernizar a infraestrutura elétrica e ampliar o uso de energia renovável na universidade”, diz.
A Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da UFPR (PRPI) ficou responsável pela elaboração das propostas da terceira categoria do edital IPES 2025, de Equipamentos e Insumos para Pesquisas em Energias Renováveis. O pró-reitor Ciro Alberto de Oliveira Ribeiro conta que a Coordenação de Projetos Institucionais (COPI) realizou uma chamada interna para receber propostas de pesquisas que estão sendo realizadas na universidade e que poderiam ser contempladas pelo programa.
“Abrimos o edital, fizemos todo o trâmite e apareceram quatro projetos. Quando fizemos a análise, vimos que eles tinham muita sinergia e um complementava o outro. Era um projeto de Palotina e três projetos dos campi de Curitiba”, conta.
A partir disso, a PRPI e os docentes responsáveis pelas propostas fizeram uma divisão dos recursos entre os quatro projetos, para que todos pudessem ser beneficiados. Segundo o pró-reitor, inicialmente a previsão era de R$ 2 milhões em recursos, mas a universidade conseguiu R$ 5,8 milhões, o que contemplou integralmente os orçamentos das pesquisas.
Os projetos estão relacionados a armazenamento de energia fotovoltaica, desenvolvimento de baterias sustentáveis à base de sódio, pesquisas em processos eletroquímicos e ampliação da infraestrutura tecnológica para estudos em energias renováveis. As quatro propostas serão integradas e formarão um grande projeto institucional, segundo Ciro Ribeiro.
“Esse investimento vai aumentar nosso parque tecnológico de forma bastante grande. A política da PRPI tem sido essa, de criar grandes projetos institucionais e cada vez menos pulverizar os recursos, com projetos mais integrados e mais fortes”, afirma.
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